30º Domingo do tempo comum – Ano C

 


Hoje com toda a Igreja iremos celebrar o trigésimo domingo do tempo comum ano “C”, mês das missões, que tem como tema “Sereis minhas testemunhas” (At 1,8).  

Neste domingo, dentro do tema missões, de uma forma especial nossas orações devem estar voltado para o dia mundial das missões, e da Obra Pontifícia da Infância e Adolescência Missionária (IAM). 

Ao longo dos séculos, a Missão da Igreja não foi fácil, muito menos isenta de obstáculos: foi sempre alimentada pelo sangue dos mártires, pelo sofrimento e privações dos Missionários, pelo sofrimento daqueles cristãos que, mesmo torturados, mortos, não renegaram sua fé, apesar das perseguições por grupos radicais que resultam em expulsões de sua pátria. As antigas arenas Romanas que em seus jogos sacrificou muitos cristãos para divertir e sustentar a corte e seus aliadas. Não está muito longe de muitas realidades que vivemos no mundo de hoje. Como é difícil ser missionário! 

O Papa São João Paulo II, O Papa João Paulo II nos fez um convite no início do novo milênio, que foi bastante explícito: “Duc in altum!”  “Vamos adiante, com esperança! Um novo milênio se abre diante da Igreja, como um oceano no qual devemos nos aventurar, com a ajuda de Cristo. O mandato Missionário nos introduziu ao terceiro milênio convidando-nos a manter o entusiasmo próprio dos primeiros cristãos: podemos contar com a força do próprio Espírito do Pentecostes” (cfr Novo Millennio Ineunte, 58) 

O que deve nos sustentar em nossa missão, é a prática da oração sincera e verdadeira que nos faz perder autossuficiência, e nos coloca nas mãos do Senhor como instrumento de salvação. 

O Pe José Bortolini, em uma de suas reflexões nos ilumina para o entendimento da verdadeira oração que nos aproxima de Deus: “Ritos e funções religiosas não convencem a Deus. O termo “religioso” ou “católico” pode encobrir ambiguidades e contradições. Não cabe a nós julgar. Mas a palavra de Deus hoje insiste em afirmar que Deus detesta ofertas, ritos, orações e celebrações que procuram “comprar” Deus, pois só Ele, e não nossas ações, pode justificar. E ele Justifica quem reconhece seu nada e miséria, descobrindo que o amore a justificação são gestos de gratuidade de Deus. 

A primeira Leitura tirada do livro de Eclo 35, 15b-17.20-22ª; grego 12-14.16-18, nos ilumina para o entendimento de toda liturgia de hoje, quando nos afirma: Deus é, um juiz justo que não faz acepção de pessoas, que não aceita ser cúmplice dos opressores, que não se deixa subornar com os presentes e mimos que buscam benefícios individuais sem olhar para os pobres e oprimidos que devem ser justificados pela sua graça, Ele não desiste de fazer justiça aos pobres, órfãos e viúvas desprotegidos e excluído de uma sociedade, egoísta, individualista e prepotente. 

Na segunda leitura tirada do livro da segunda carte de Paulo a Timóteo cap. 4,6-8,18-18, Paulo dar seu testemunho, Ele está acorrentado, preste a morrer, faz então uma revisão de sua vida, olhando para o passado e para o futuro, e com a expressão gratidão escreve: “Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé. Desde já me está reservado a coroa da justiça, que me dará o Senhor, justo juiz, naquele dia; e não somente a mim, mas a todos os que tiverem esperado com amor a sua Aparição.” Para Paulo tudo é Graça    

Evangelho coração da palavra de Deus, na pessoa de Jesus Cristo nosso Senhor, Lc 18,9-14. Continuamos na grande caminhada catequética com Jesus e seus discípulos rumo a Jerusalém, ouvindo seus ensinamentos, Ele então, nos conta uma parábola que tem duas finalidades: Por um lado, desmascara a falsa religião de alguns, que, convencidos de serem justos, seguidores dos mandamentos de Deus e certos de serem preferidos do Pai, nadando na justiça, desprezam os outros: “Contou ainda esta parábola para alguns que convencidos de serem justos, desprezavam os outros   (Lc 18,9) representado aqui pelo Fariseu (protótipo da justiça) que em sua oração, agradecia a Deus, sem a menor humildade: “Ó Deus, eu te dou graças porque não sou como o resto dos homens, ladrões, injustos, adúlteros, nem como este publicano, jejuo duas vezes por semana, pago o dizimo de todos os meus rendimentos”  (Lc 18,11-12): por outro lado visa ensinar os discípulos a todos nós o autêntico relacionamento com Deus, representado nesta parábola pelo cobrador de imposto, um pecador público que em sua humildade, reconhece sua fraqueza, não se achando justo nem de levantar os olhos: “O publicano mantendo-se à distância, não ousava sequer levantar os olhos para o céu, mas batia no peito dizendo: ‘Deus tem piedade de mim pecador’. (Lc 18,13) 

Para refletir e atualizar esta palavra é preciso olhar trê pontos importantes, eu me valo da reflexão feita pelos Dehonianos em seu site.  Trigésima domingo do tempo comum, ano C   https://www.dehonianos.org/portal/ 

  

 

  1. Deus desautoriza aqueles que se apresentam diante dele carregados de auto-suficiencia e convencidos de uma extrema bondade, em contrapartida Deus convida-nos ao reconhecimento dos nossos limites, uma confiança absoluta em sua misericórdia e uma entrega total como atitude de fé. 

  1. Este texto coloca, também, a questão da imagem de Deus… Diz-nos que Deus não é um contabilista, uma simples máquina de recompensas e de castigos, mas que é o Deus da bondade, do amor, da misericórdia, sempre disposto a derramar sobre o homem a salvação (mesmo que o homem não mereça) como puro dom. A única condição para “ser justificado” é aceitar humildemente a oferta de salvação que Ele faz 

  1. A atitude de orgulho e de auto-suficiência, a certeza de possuir qualidades e méritos em abundância, acaba por gerar o desprezo pelos irmãos. Então, criam-se barreiras de separação (de um lado os “bons”, de outro os “maus”), que provocam segregação e exclusão… Isto acontece com alguma frequência nas nossas comunidades cristãs (e até em muitas comunidades religiosas). 

Por isso que Jesus finaliza o evangelho nos afirmando que: “Eu vos digo que este último desceu para casa justificado, o outro não. Pois todo o que se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado” (Lc 18,14) 

 Diácono Artur Pereira 

Fontes: 

Bíblia tradução Jerusalém 

Roteiros Homiléticos Anos A, B, C Pe José Bortolini 

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